quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Confira os dez cursos de graduação com maior número de alunos no país


Administração lidera o ranking com mais de um milhão de matrículas.

Cursos de educação a distância subiram 30,4% em relação a 2008.

Com 1.102.579 matrículas, administração era o curso com maior número de estudantes no país em 2009, segundo o censo da educação superior divulgado pelo Ministério da Educação nesta quinta-feira (13). O universo representa 18,5% do total de universitários do país.

Em 2008, administração já liderava o ranking do curso mais populoso. Na época eram 864.223 matrículas, o equivalente a 17% do total de universitários.

O censo de 2009 também mostrou que quase metade do número de matrículas da educação superior concentra-se nos cursos de administração, pedagogia, direito e engenharia.

Entre os dez maiores cursos de graduação, os que tiveram maior crescimento (acima de 50%) no período de 2005 a 2009 foram: engenharia, enfermagem e administração. No mesmo período, houve um decréscimo de 2% no número de matrículas nos cursos de letras e pequeno crescimento nos cursos de educação física (4%), comunicação social (11%) e direto (15%).

Dez maiores cursos de graduação presencial e a distância em número de matrículas

Curso - Matrículas - Porcentual:

Administração - 1.102.579 - 18,5%
Direito - 651.730 -10,9%
Pedagogia - 573.898 -9,6%
Engenharia - 420.578 - 7,1%
Enfermagem - 235,804 - 4%
Ciências contábeis - 235,274 - 4%
Comunicação social - 221,211 - 3,7%
Letras - 194,990 - 3,3%
Educação física - 165,848 - 2,8%
Ciências biológicas - 152,830 - 2,6%
Outros cursos - 1.999,279 - 33,6%
Total - 5.954,021 - 100%
Fonte: Censo da educação superior/MEC/Inep/Deed

O censo também aponta que os cursos de educação a distância aumentaram em 30,4% em relação a 2008. Neste mesmo período, os cursos presenciais subiram 12,5%. O número de matrículas na modalidade a distância, em 2009, atingiu 14,1% do total de matrículas da graduação.
O aluno de graduação de ensino a distância ingressa na educação superior mais tardiamente do que o da graduação presencial e, por conseguinte, a conclusão do curso a distância ocorre, em média, aos 36 anos, enquanto na presencial os alunos concluem aos 28 anos.

De acordo com o ministro da Educação, Fernando Haddad, o crescimento dos cursos superiores a distância traz também preocupação com a qualidade do ensino promovido por essas instituições, principalmente nas licenciaturas. O ministro determinou à Secretaria de Educação Especial do MEC que intensifique a fiscalização desses cursos.

“Nós entendemos que podem ser cursos de qualidade, mas há uma preocupação com a questão da qualidade até porque é muito insipiente no Brasil a educação a distância. Tem países em que 50% da matrícula é feita em cursos a distância, no Brasil são 14%. Temos espaço para expandir, mas com critério de qualidade", disse Haddad.

Enquanto 71% dos cursos presenciais são de bacharelado, metade dos cursos de ensino a distância é de licenciatura.

Dez maiores cursos de graduação a distância em número de matrículas

Curso Matrículas Porcentual:

Pedagogia - 286.771 - 34,2%
Administração - 228,503 - 27,3%
Serviço social e orientação - 68,055 - 8,1%
Letras - 49,749 - 5,9%
Ciências contábeis - 29,944 - 3,6%
Matemática - 23,774 - 2,8%
Ciências biológicas - 19,626 - 2,3%
História - 16,864 - 2,0%
Comunicação social - 15,802 - 1,9%
Ciências ambientais e proteção ambiental - 13,091 - 1,6%
Outros cursos - 85,946 - 10,3%
Total - 838,125 - 100%
Fonte: Censo da educação superior/MEC/Inep/Deed


Cursos tecnológicos

Os cursos tecnológicos representaram 11,4% do total de matrículas na graduação presencial e a distância no ano de 2009. Houve um aumento considerável em cinco anos. Em 2004, havia 5.609 estudantes matriculados em cursos com este perfil, já em 2009, este universo subiu para 193.949 alunos.

O censo aponta, ainda, que o crescimento do número de matrículas nos cursos tecnológicos é observado de forma mais acentuada nas instituições de ensino privadas do que nas públicas.

Vagas ociosas

Das 3.164.679 vagas oferecidas aos cursos de ensino superior em todo o país em 2009, somente 1.511.388 foram preenchidas. Entre as vagas das universidades públicas, 354.331
(de um total de 393.882) foram ocupadas.
Entre os institutos de ensino particulares, o número de vagas ociosas foi maior. das vagas 2.770.797 oferecidas, somente 1.157.057 foram preenchidas.


Fonte: G1

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

A Famaz divulga o seu cronograma

A Faculdade Metropolitana da Amazônia - Famaz divulga o seu cronograma de atividades de início do semestre letivo (1º semestre de 2011).

1. Dia 17 á 21 de Janeiro, 3ªSemana de Aperfeiçoamento dos Docentes da Famaz, ás 19:00, no auditório da Famaz;

2. Dia 01 de Fevereiro, Aula Inaugural dos calouros dos cursos de Enfermagem e Biomedicina, ás 19:30h, no auditório da Famaz, com o prof. Dr.Alez Fiusa de Melo;

3. Dia 02 de Fevereiro, início das aulas para os veteranos de Administração, Ciências Contábeis, Enfermagem e Gestão Hospitalar, dos turnos vespertino e noturno;

4. Dia 07 de Fevereiro, aula inaugural dos Cursos de Administração, Ciências Contábeis, Gestão Hospitalar, ás 19:30h no auditório da Famaz, com o prof. doutorando Affonso Henrique de Azevedo Nogueira;

5. Dia 02 á 11 de Fevereiro, Semana de Acolhimento dos alunos veteranos.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Saiba quais são os seus direitos na hora de comprar material escolar

Lápis, caneta, papel e calculadora são imprescindíveis para a árdua tarefa de comprar o material escolar neste início de ano. Pesquisar os preços exigidos pelas escolas em vários pontos de vendas, não se deixar levar pelas tentações dos filhos em adquirir produtos “da moda” e estar alerta para itens na lista que não são de responsabilidade dos pais são alguns conselhos dados pelos órgãos de defesa do consumidor.

Muitas escolas adotam a prática de incluir no meio de pedidos de livros, cadernos canetas ítens que não são de uso pedagógico, como papel ofício, cartucho para impressora, álcool em gel, sabonete e papel higiênico. Isso é contra as leis de defesa do consumidor.

O diretor do Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo, José Geraldo Tardin, alerta que a escola só pode exigir material didático de uso individual. “A escola não pode pedir para os pais comprarem materiais de uso coletivo como giz, pincéis para quadro branco, material de higiene ou taxas para suprir despesas com água, luz e telefone, pois todos estes custos já estão incluídos no cálculo da mensalidade”, explica.

Os consumidores podem exigir que a escola especifique o período que aquele determinado material escolar será utilizado, podendo assim, adquirir o produto somente na unidade ou semestre que for necessário.

Pesquisa de preços

Se for levar os filhos para fazer as compras, é importante conversar com eles sobre o que pode e o que não pode ser comprado. "Os filhos são influenciados pelos amigos e pelo marketing publicitário, por isso vão querer sempre produtos da moda e que contenham imagens de artistas ou personagens de sucesso, o que faz com que os preços desses produtos fiquem muito mais caros. Para evitar ceder a esses impulsos, os pais devem ter sempre em mão uma lista do que é realmente necessário e conversar com os filhos para que entendam a diferença e a utilidade dos materiais", diz Reinaldo Domingos, presidente do Instituto DSOP de Educação Financeira .

O Ibedec orienta ainda a ficar de olho nas embalagens de materiais como colas, tintas, pincéis atômicos, fita adesiva que deve conter informações claras e precisas a respeito do fabricante, origem, instruções de uso, grau de toxidade, tudo em língua portuguesa. "O material deve ter selo de certificação do Inmetro", alerta Tardin.

Os pais devem exigir e guardar as notas fiscais dos produtos comprados. Se o produto apresentar problemas, o consumidor tem prazo de 30 dias para reclamar de bens não duráveis e 90 dias para os duráveis.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

MEC vai comprar 10 milhões de dicionários para escolas públicas




O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) vai comprar 10 milhões de dicionários de português para serem distribuídos às escolas públicas de educação básica em 2012. O órgão, uma autarquia do Ministério da Educação (MEC), é responsável pela aquisição e distribuição dos livros didáticos aos alunos da rede. O edital convocando as editoras foi divulgado nesta sexta-feira (7) no Diário Oficial da União.

Os dicionários deverão observar as novas regras estabelecidas pelo acordo ortográfico que entrou em vigor em 2009. A última vez que o FNDE distribui esse material foi em 2006, antes das mudanças. O prazo de adaptação às novas normas termina em 2012, de acordo com o decreto assinado há dois anos pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo o diretor de Ações Educacionais do FNDE, Rafael Torino, os livros didáticos distribuídos, em 2009 e 2010, para alunos do ensino fundamental são adaptados. Agora, falta adequar os materiais dos estudantes do ensino médio.
- Em 2012, renovaremos os livros do ensino médio e, então, teremos 100% dos materiais dentro da nova regra - disse.

O custo previsto no edital para adquirir os dicionários é de R$ 100 milhões. As obras não ficarão nas bibliotecas - cada sala de aula de ensino fundamental e médio receberá um kit com dez títulos. Serão comprados dicionários de quatro tipos, com especificidades diferentes de acordo com a série dos estudantes: do 1° ano do ensino fundamental, do 2° ao 5 ano, do 6° ao 9° ano e das três séries do ensino médio. Os dicionários destinados às turmas do 1º ano do fundamental, que recebe crianças a partir de 6 anos para alfabetização, serão mais simples, com menos verbetes e letras maiores.

Torino calcula que o custo médio de cada exemplar será de R$ 10. As editoras terão 90 dias para inscrever as obras e os materiais serão distribuídos no início de 2012 para serem utilizados no próximo ano letivo.


Fonte: O Globo

Inmetro vai criar selo de qualidade e segurança para material escolar

Vinte e dois produtos vão passar por avaliação rigorosa.

Fabricantes terão um prazo de 40 meses para regularizar os produtos.


Para evitar que alunos – principalmente, crianças e adolescentes - tenham problemas com cadernos, canetas, tintas e outros materiais escolares, o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) vai regulamentar um selo de qualidade e segurança. O objetivo é evitar que estudantes fiquem expostos a riscos.
Vinte e dois produtos que fazem parte das listas de material escolar vão passar por uma avaliação rigorosa do Inmetro para ganhar o selo de qualidade e segurança. Laboratórios vão analisar a presença de metais pesados, como chumbo e cádmio, presentes em tintas e plásticos coloridos. E também de produtos que tornam o plástico mais maleável. Essas substâncias podem provocar câncer.
Será testado também o grau de toxidade de massinhas de modelagem que podem causar irritação na pele. E o grau de resistência de alguns objetos para ver se suportam mordidas ou se quebram com facilidade.
A estudante Beatriz Rodrigues, de 11 anos, conta que já teve uma experiência ruim. “Eu era menorzinha e sem querer apoiei o meu peso e o lápis quebrou”, relembrou a menina.
O Inmetro diz que a decisão veio depois de constatar o aumento do número de acidentes com objetos infantis. Os fabricantes terão um tempo para regularizar seus estoques. De acordo com o gerente de qualidade do Inmetro, Alfredo Lobo, daqui a 40 meses não poderá mais ser encontrado no mercado o produto não certificado.
“Se encontrado, o produto vai ser apreendido e o fornecedor ficará sujeito a multas”, explica o gerente do Inmetro.
A ideia é que o selo sirva para trazer tranquilidade aos pais. Esses testes do Inmetro vão durar quase 3 anos, mas ninguém precisa esperar até lá para tirar as dúvidas. Os pais que quiserem informações ou tiverem denúncias sobre a qualidade dos materiais escolares podem ligar para o Instituto de Pesos e Medidas (Ipem), que atende em todo o estado. O telefone é 0800-282-3040.


Fonte: G1

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Da pesquisa às análises clínicas: biomédico é o primeiro a saber das coisas

Curso de graduação tem disciplinas de ciências exatas e da área de saúde.

Profissão tem 33 habilitações aprovadas pelo Conselho Federal de Biomedicina.


Tem sempre alguém que sabe antes do que todo mundo o resultado de um teste de paternidade, o diagnóstico de uma doença, a conseqüência de um exame laboratorial e até mesmo se a fertilização in vitro vai virar o tão sonhado bebê. Ele é o biomédico, profissional que está "escondido" aos olhos do público, mas que é o grande responsável pela garantia dos exames laboratoriais e das análises clínicas.

O biomédico é um profissional da área de saúde com um amplo campo de trabalho: atualmente são 33 habilitações aprovadas pelo Conselho Federal de Biomedicina (CFBM) -as duas principais são pesquisa/docência e análises clínicas. Segundo Silvio José Cecchi, presidente do CFBM, 90% dos profissionais formados atuam em laboratórios de análises clínicas.

De acordo com o professor João Henrique Kanan, coordenador do curso de biomedicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS), por causa da diversidade de áreas de atuação, depois de 500 horas de estágio, o biomédico tem competência para assinar um laudo técnico com o resultado de uma análise clínica.

"No caso de uma fertilização in vitro, por exemplo, não é o biomédico que faz a coleta de materiais, mas é ele que cuida de todo o procedimento em si: vai analisar o material e ver se ele é apropriado para o reimplante, é ele que diz se o embrião é ou não adequado, e ele também pode fazer o trabalho de aconselhamento genético junto com uma equipe multidisciplinar", disse o professor Kanan.



Fonte: G1
Mais informações: http://migre.me/3rS3g

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Desafios do governo Dilma: política externa

Sem Lula, diplomacia brasileira oscila entre inflexão e continuidade.

Série do G1 analisa os principais desafios do próximo governo federal.


As primeiras entrevistas da presidente eleita, Dilma Rousseff (PT), chamaram a atenção por sugerir mudanças de rumo na política externa brasileira no próximo governo.
Dilma classificou como “bárbara” a possibilidade de execução por apedrejamento da iraniana Sakineh Ashtiani, condenada por adultério naquele país. Também disse discordar da abstenção do governo brasileiro em votação na ONU sobre violações de direitos humanos no Irã.
"Não sou presidente do Brasil, mas me sentiria desconfortável, como uma mulher eleita presidente, em não dizer nada contra o apedrejamento. Minha posição não vai mudar quando eu assumir. Não concordo com a maneira como o Brasil votou. Não é a minha posição”, afirmou Dilma ao jornal "The Washington Post".

Embora a declaração tenha marcado uma divergência pública com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que em sua gestão aproximou-se do mandatário iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, as grandes linhas da política externa brasileira devem manter-se sob Dilma, avaliam analistas.
Os sinais estão dados por decisões recentes da presidente eleita, como a indicação, para o Ministério das Relações Exteriores, de Antônio Patriota, secretário-geral do Itamaraty e segundo na hierarquia da pasta.

Auxiliar próximo e amigo do ministro Celso Amorim, Patriota é “afinadíssimo” com o atual titular da pasta, avaliou Igor Fuser, professor de Política e Relações Internacionais da Escola de Sociologia e Política de São Paulo, em debate recente sobre o tema.

Patriota deve manter, por exemplo, a política de expansão das representações diplomáticas no mundo. Foram 64 novas unidades abertas desde o início do governo Lula, em 2003, quase a metade do que havia até então: 150 postos.,

Em discurso de posse na Secretaria-Geral do Itamaraty, em outubro de 2009, o futuro ministro também endossou o trabalho de ampliação do quadro diplomático. Falou em “deixar claro desde já” seu “empenho em continuar a trabalhar por uma ampliação do quadro
e diplomatas que nos aparelhe para os desafios do século 21”. Sob Lula, uma lei de 2006 permitiu a abertura de 400 vagas de diplomata.



Fonte: G1
Mais informações: http://migre.me/3oKaF